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Dating : Eu prefiro ser…Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

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Karoline Rodrigues

Eu passei um bom tempo sem entender porque as pessoas iam e vinham na minha vida. Me sentia como uma ponte, que elas passavam, chegavam onde queriam; e eu ficava sem entender nada.

Faz pouco tempo, eu ajudei um casal de minas fantástico a seguirem seu sonho de café, amor e arte. Fui garçonete. HAHA! Descobri que mais que um casal, elas formavam uma família. Nunca mais pisei lá. Parece triste, mas eu já volto a esse ponto.

Faz um pouco mais de tempo, mas deixei alguém muito importante da minha vida partir. Foi doloroso, mas hoje eu me sinto bem, e ele, aliviado. Deve ser um peso sem fim ser referência de algo. Meu avô viveu uma das histórias de amor mais lindas que eu pude conhecer (e olha que eu conheço Tristão e Isolda, Iansã e Xangô, Enkidu e Shamhat…Bom, de amor eu entendo). Meu avô e minha avó criaram em mim uma referência de amor. Amor puro sabe? Eu tenho ao menos uns 20 contos deles e ainda sim não me canso de contar o quanto eles se amavam e o quanto você sentia o amor deles. Meu avô me criou uma referência de respeito, de lealdade e de ideal de homem. Minha avó, além da maravilhosa mulher que é, sempre conta a todos os ventos que eles só pararam de dormir de conchinha, quando o tempo fez as costas doerem, ainda sim, com quase um século, dormiam de mãos dadas e ele acordava todos os dias pra fazer o café para ela. E antes de falecer, uma das poucas coisas que ele pedia era o café dela, que ele “pouco tomou” afinal, foram só uns 70 anos juntos.

Recentemente eu fiz as pazes com meu ex. Aquele que eu chamo carinhosamente de Demônio. HAHA! (Parece que não cabe esse paragrafo aqui, mas acreditem, cabe). Um dia eu conto por aqui o quanto foi bonitinho nos conhecermos, o quanto foi fofo e louco nosso primeiro beijo e o quanto engraçado e romântico foi ele me pedindo em namoro e como eu entreguei “nosso anel de ligação” a ele. Mas o que é necessário deixar claro aqui é o quanto eu quis uma vida a dois com ele e o quanto dolorido foi nosso termino.

Sim, eu namorei outros caras, sai com outras pessoas…E, acreditem ou não, antes do Demônio eram poucos. E com os outros eu imaginava, inocentemente, que o curso da vida iria levar a dividir casa, vida… Com o Demônio eu quis. Eu quis, eu planejei, eu sonhei. Então a perca foi muito dolorida. Muito mesmo. Tanto que houve uma época que eu não quis mais viver. (E é bem tenso escrever isso). O tempo passou, felizmente. Conheci o Arquiteto (que estou morta de saudade de errar o apartamento dele) e que me ensinou sobre fluidez, conheci o mangá e seus dois gatos que me ensinou sobre autodescobrir-se, conheci a bonequinha de luxo versão ruiva, que me ensina MUITO sobre ser mulher e se entender cíclica, conheci meu irmão mais novo, que segura o perrengue de cuidar do meu plano material, de me chamar para a realidade e faz com que eu pague o aluguel em dia. Revi o artista da minha vida que sempre tenta me ensinar sobre liberdade e custo aprender (ele merece um texto só dele, um dia). Conheci tanta gente, passei a rever tanta gente, aprendi com tanta gente, que aquela garota lá… Ah! Aquela garota lá… haha!

Voltando a falar do Demônio, eu passei a vê-lo de outra forma. Com um certo afeto até… Só um tiquinho, porque eu não sou de passar pano, mas sei Lúcifer foi anjo um dia e que Hades nem é de todo mal (Alias, eu prefiro Campos Elíseos ao Olimpo três vezes… mas isso é outra história). O Demônio foi siiiim um caótico na minha vida, enquanto eu deixei. O Demônio me fez entender que eu não sou ponte, sou fluida e vivo em eterna descoberta como o Atlântico. E que em alguma hora da vida, eu posso voltar a tomar um café ali entre Santa Cecilia e Campos Elíseos, pertinho do Marechal. HAHA! (Essa só os mais espertos entenderão).

Eu demorei muito para começar a escrever esse texto. Talvez toda uma vida até agora…Eu demorei para entender que o Demônio me fez um favor (mas sem passar pano!HAHA), por que eu sou muito para sonhar com uma vida com que eu planejei, que me ensinaram a querer ter. Eu devo viver vida como eu mereço: UM PRESENTE, um só presente.

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