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Dating : Amor em potencial

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Tania Yoshida

É neste Dia Mundial da Alimentação que escrevo sobre uma analogia feita pela minha mãe sobre o amor.

A postura reservada na descendência japonesa e a diferença de gerações não abriam muita chance pra conversar sobre as emoções, mas naquele dia, estávamos falando dos relacionamentos e ela comentou como é difícil dosar e conduzir o amor, muitas vezes correndo o risco de virar um fardo. Então, comparou com comida — abordagem que nitidamente lhe era mais fácil de verbalizar. Dizia que só porque um alimento tem bons nutrientes, não significa que se deve comer toneladas da mesma coisa. O excesso pode fazer mal e todos os alimentos (amores) devem se equilibrar mutuamente.

Eu achei tão sábio! O perigo da gula por vezes pisca, contudo saber apreciar em pequenas porções preserva a particularidade de cada alimento.

O amor para os orientais não parece ter um sabor gostosinho, segundo o que compõe o caractere da palavra. A combinação de “旡+心” representa a sensação de entupir, sufocar o coração, e a parte inferior são os pés, querendo dizer que com o coração cheio e os pés arrastando, a sensação é dolorida. Na imagem, picotei o papel de propósito e procurei escrever firmemente esta palavra.

Como eu sinto esse sentimento hoje?

Embora a quarentena tenha desanimado boa parte das minhas aventuras na cozinha, quando tenho conversas boas ou vejo algo inspirador, fica fácil tagarelar com os ingredientes e preparar um momento precioso de refeição.

Na linha de pensamento de Marshall Rosemberg, há a delimitação do que é sentimento e do que é necessidade, convidando a refletir que todo e qualquer sentimento corresponde a uma necessidade particular. Se sinto raiva, por exemplo, muito provavelmente estou insatisfeita com algo que a emoção veio à tona antes de eu poder dizer o que me satisfaria. Para ele, diferentemente da expectativa, o amor não se trata de sentimento, mas de uma necessidade.

Normalmente sei como recorrer a minha necessidade de amar (e de comer). Às vezes patino, me entedio e até me agrido. Mas me tranquilizo ao lembrar de coisas como o papo que tive com a minha mãe e volto a pegar no volante pra gerir o meu estado de amor.

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